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A Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC, está cada dia mais presente no cotidiano de todos. É impossível pensar no mundo contemporâneo sem ressaltar a importância da tecnologia, tanto na realidade doméstica quanto no contexto das empresas e entidades não governamentais. Para tratar do assunto, no que tange o universo das ONGs, foi lançada a pesquisa “TIC Organizações Sem Fins Lucrativos 2015”, durante o evento “O Terceiro Setor na Era Digital”, promovido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e pela Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB/SP. O encontro foi realizado no Salão Nobre da OAB/SP, no dia 27/10/2015. 


A pesquisa estrutura-se em uma antologia de artigos produzidos por especialistas no assunto, que trazem informações e reflexões sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nas Organizações Sem Fins Lucrativos.


Entre os artigos, figura-se “A Importância das TIC para o Terceiro Setor”, que trata da contribuição das TIC para as ONGs, produzido pelo Diretor Geral da Associação Telecentro de Informação e Negócios – ATN, em parceria com a mestranda em Ciências da Informação pela UNB, Gleiciane Rosa da Silva. O texto traz reflexões sobre o contexto e a importância da democratização das tecnologias da informação e comunicação para as Organizações do Terceiro Setor, que consequentemente ajuda no desenvolvimento de todo o país.


Segue abaixo o artigo na íntegra:

A IMPORTÂNCIA DAS TIC PARA O TERCEIRO SETOR

José Avando Souza Sales[1] e Gleiciane Rosa da Silva[2]

INTRODUÇÃO

O termo terceiro setor passou a ser empregado na década de 70 nos Estados Unidos para designar um setor de organizações sem fins lucrativos. Nos anos 80, a literatura norte-americana praticamente abandonou a expressão e a substituiu por nonprofit sector (setor não lucrativo). Mas ao final dos anos 80 e início da década de 90 realizaram-se diversas mudanças, inclusive internacionais, resgatando-se o tema- organizações sem fins lucrativos (TIC ORGANIZAÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS, 2012).

No Brasil, as pesquisas sobre o terceiro setor tiveram início marcante em 1990 sob a forte influência do trabalho da Johns Hopkins University. Esse setor é composto por organizações que apresentam algumas características, tais como: formalização, natureza privada, não distribuição de lucros, autogestão, participação voluntária (SALAMON, ANHEIER, 1992, p. 148, apud TIC ORGANIZAÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS, 2012, p. 53).

Muitas pesquisas também foram realizadas ao longo do tempo sobre o tema tecnologia e devido à crescente importância de novas tecnologias, os impactos sociais das tecnologias da informação e comunicação (TIC) em indivíduos e organizações têm sido objeto de pesquisas em diversas áreas, inclusive nas organizações do terceiro setor. Especificamente no Brasil, a partir dos anos 1980, houve um acréscimo da participação da sociedade civil na vida política- que coincidiu com a dispersão em massa das tecnologias.

Segundo TIC Organizações Sem Fins Lucrativos (2012), o fato de haver uma sociedade conectada gera implicações positivas tanto do ponto de vista econômico quanto social. Entretanto, o acesso e uso das TIC não acontecem de modo igualitário entre os países. Dados da TIC Domicílios e Empresas (2013) revelam que, 36% da população mundial é usuária de Internet, ou seja, pouco mais de um terço das pessoas no mundo acessa a rede mundial de computadores. Para combater tais desigualdades e garantir o acesso às TIC por indivíduos e organizações, governos em todo o mundo vêm adotando políticas públicas para favorecer a inclusão digital.

À luz do aporte teórico da abordagem, foram considerados os resultados de pesquisas TIC Organizações sem fins lucrativos (2012), TIC Domicílios e Empresas (2013), Apresentação da Tecnologia da Informação e o Terceiro Setor (Cegal, 2014), foram consideradas também as experiências anteriores de aplicação de padrões internacionais para a avaliação do cenário brasileiro, como é o caso do estudo As Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil (Fasfil, 2010), do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE, 2010) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), considerando dados da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) e o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife). Foi analisada a importância das TIC para o terceiro setor, justificando o seguinte problema de pesquisa: qual a contribuição das TIC para as organizações sem fins lucrativos?

As análises empreendidas a fim de responder o referido problema de pesquisa tiveram como base os dados das pesquisas anteriormente mencionadas, configurando um estudo longitudinal de 2005 a 2014. Para delimitar o escopo das análises, foram consideradas informações das empresas descritas e estudadas nas edições específicas das pesquisas referidas, conforme Classificação Nacional das Atividades Econômicas (CNAE 2.0) e a Tabela de Natureza Jurídica 2009.1, da Comissão Nacional de Classificação (Concla) dos últimos 05 (cinco) anos e estimativas de 2014 pautadas em acompanhamento de dados pela mídia e outros meios de comunicação.

Os resultados foram obtidos por meio do cruzamento de dados estatísticos das pesquisas quantitativas com análises qualitativas que permitiram identificar a contribuição das TIC bem como sua respectiva importância para o terceiro setor.

Nas considerações finais foram exploradas as limitações da pesquisa, as considerações acerca da escassez de estudos em assuntos estratégicos e as oportunidades que podem ser exploradas futuramente.

AS ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR

Há relatos que o processo de formação e consolidação das organizações do terceiro setor ou organizações sem fins lucrativos iniciou nas décadas de 60 e 70- que foram períodos marcados por contenções políticas provenientes dos governos militares. Na década de 80, a expressão “terceiro setor” foi praticamente abandonada pela literatura norte-americana e foi na década de 90 (século XX), o período em que mais cresceram e se tornaram visíveis tais organizações.

Nos dias de hoje, as Organizações do Terceiro Setor estão tornando-se cada vez mais participativas das necessidades da sociedade, desempenhando atividades relevantes que, muitas vezes não conseguem ser atendidas pelo Estado. Tais atividades vão desde a realização de ações de caráter filantrópico, beneficente, cultural, religioso, educacional, científico, de preservação ambiental, entre outros serviços, sempre com metas de cunho social e com uso cada vez mais intensivo das TIC. Ao redor do mundo é possível observar a realização de diversas ações voluntárias organizadas por meio de instituições com o amparo da Internet e de redes sociais com uma clara e transparente contribuição para o crescimento econômico, social e até político dos países.

Como as organizações sem fins lucrativos têm crescido devido aos diversos fatores citados e fato é que elas provocam mudanças na realidade local, regional, nacional e até internacional, vale ressalvar que o uso de TIC para levantamento de necessidades sociais, tais como: registro das necessidades atendidas; para mensurar dados que representam o impacto dessas organizações na sociedade em que atua; para medir como o uso da Internet beneficia a comunidade; mensurar o alcance e a abrangência das redes sociais nas ações; o alcance da criação e uso de páginas e o monitoramento do número de acesso com finalidade a atender carências é de extrema importância para o desenvolvimento estratégico do setor.

Desse modo, as tecnologias podem contribuir com o terceiro setor em diversos fatores, que vãodesde propiciar a organização de movimentos por redes sociais; permitir fazer o levantamento de problemas sociais pela própria comunidade; propiciar debates de tais problemas sociais pela Internet; criar condições para a organização de comunidades a fim de promover debates e buscar soluções para problemas do cotidiano; além de dar acesso a transparência das políticas públicas, bem como a respectiva avaliação pelos próprios cidadãos.

AS TIC NAS ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR

As TIC representam o ponto de partida para a construção de uma sociedade da informação. A evolução no acesso às novas tecnologias, móveis ou não aliados a imensa quantidade de aplicações baseadas nos dispositivos, vem transformando sobremaneira o modo de socialização dos indivíduos, das organizações, governo e comunidade, proporcionando a construção de conhecimentos, redes de colaboração e processos de inovação.

Assim, o acesso às tecnologias vem se tornando condição vital para que as organizações sem fins lucrativos operem, se desenvolvam estrategicamente e inovem. Por isso é fundamental que os gestores públicos tenham informações relativas às medidas do avanço tecnológico por meio de dados estatísticos confiáveis para que possam usar como referência para elaborar políticas de desenvolvimento social, econômico, tecnológico e cultural do país (TIC DOMICÍLIOS E EMPRESAS, 2013).

O surgimento de diversos movimentos como: ambientalistas, de proteção dos direitos das mulheres, crianças, jovens, contra a violência e o movimento antiglobalização foram estimulados pela descentralização e a articulação global- uma importante característica dos movimentos sociais na era da informação, que contam com um baixo nível de institucionalização e que vêm usando cada vez mais ferramentas tecnológicas.

Assim, as TIC favorecem a participação e apoio as causas sociais, pois facilitam a disseminação das informações, possibilitam a autonomia dos indivíduos pela geração de seus próprios meios de expressão, de recuperação de informação, interação e debates propiciados por ferramentas como chats, fóruns de debates, Whatsapp, redes de relacionamentos como Twitter, Facebook, YouTube, LinkedIn e outras redes sociais, além de celulares e aparelhos de mídia móvel que possuem uma alta capacidade de registro instantâneo de informações e de ações.

Segundo pesquisas CGI/Cetic (2012/2013) no Brasil, 52% das organizações do terceiro setor já estão presentes nas redes sociais.

Há relatos de diversas manifestações sociais e ondas de protestos, dentro e fora do Brasil e os periódicos mais recentes abordam uma grande quantidade de pesquisas com foco nas possibilidades que a Internet oferece para a mobilização política, econômica e social, pois tais ondas de protestos contaram com essa ferramenta como sua aliada para a mobilização da sociedade- conforme é possível identificar em relatos da Primavera Árabe em 2010, do Movimento Passo Livre (MPL) e dos protestos ocorridas no Brasil em 2013 (contra a corrupção e os desperdícios para a Copa, por melhores serviços públicos e outras causas), ambos foram organizados pela Internet por meio das redes sociais (FRIEDLAND; ROGERSON, 2009, apud BARBOSA; SENNE, 2012, p. 32).

Apesar do uso inusitado da Internet e de redes sociais, uma das limitações das TIC citadas no artigo de Barbosa; Senne (2012) é o fato de que há lacunas que exigem pesquisas, principalmente para definir se os objetivos constituídos pelas organizações sem fins lucrativos e movimentos foram de fato alcançados, bem como se eles se mantiveram sustentáveis ao longo do tempo.

É importante ressaltar a necessidade de usar as tecnologias para converter informação em conhecimento, principalmente para as organizações sem fins lucrativos, pois o conhecimento para elas tem o potencial de capacitar as pessoas a melhorar sua condição de vida. O mundo está mudando e tais mudanças estão sendo influenciadas pelo avanço de novas tecnologias. Logo, torna-se necessário adotar ações de infoinclusão para favorecer a todos e permitir que ninguém fique esquecido, marginalizado, garantindo além de uma democracia, uma igualdade tecnológica.

Apesar de algumas iniciativas de apoio à inclusão digital por meio de Telecentros e de programas de apoio como é o caso da TechSoup Global[3] – uma ONG fundada em São Francisco, nos EUA, em 1987, que ajuda organizações sem fins lucrativos a obter produtos e recursos tecnológicos para o desenvolvimento de suas atividades, impactando 569.000 organizações em todo o mundo (3,7 bilhões de dólares para a economia do setor), muitas organizações do terceiro setor desconhecem e ainda não usam os produtos de tecnologias que são disponibilizados.

A IMPORTÂNCIA DAS TIC PARA O TERCEIRO SETOR

Nos últimos anos as organizações do terceiro setor começaram a identificar nas tecnologias um formidável canal de aumento da sua rede de influência mútua com a comunidade, alargando a abrangência, propiciando novas relações, criando alternativas para realização de suas atividades, intervindo na rotina, otimizando as operações e os fluxos de comunicação.

Não basta simplesmente usar as TIC, é preciso ter habilidades para adaptar o uso à missão da organização, além da preocupação com ações de capacitação e desenvolvimento do potencial humano nas organizações sem fins lucrativos.

Assim, torna-se de vital valor medir as oportunidades oriundas das TIC que tenham a possibilidade de converter os modelos de participação, bem como as atividades cotidianas das organizações perante a oportunidade de gerar ações de cooperação e mudança social.

No tocante a importância do uso das novas tecnologias, uma informação vital é a presença marcante de jovens que têm participado de movimentos sociais e têm se comunicado de forma predominantemente on-line. Tais comunicações não estão ocorrendo apenas pelos computadores, pois, os celulares e diferentes recursos e equipamentos de mídia móvel passaram a se configurar como o canal de comunicação básico, e, o registro momentâneo de ações configurou-se em arma de combate, dando origem a outras ações como feedback que vêm acontecendo por meio do Twitter, Facebook, Youtube, LinkdIn e outras redes. Assim, eventos importantes como a Cúpula Mundial dos Povos Rio+20, as manifestações de junho de 2013 no Brasil, o Movimento Passe Livre, campanha pelo veto à reforma do Código Florestal, entre outras que tiveram a participação massiva, principalmente dos jovens e particularmente pelas redes sociais, aconteceram por meio das TIC que auxiliaram no desenvolvimento de uma cultura favorável as atividades voluntárias.

Logo, reconhecer a comunicação e informação como direitos, valida o pleito social por políticas públicas que propiciem os meios de comunicação pelos cidadãos, a multiplicidade de informação, a participação popular na criação e controle das políticas públicas, além da necessidade de se construir no país capacidades internas que permitam às organizações fazerem parte dos processos de aprendizagem no uso de novas tecnologias. Portanto, é inegável o potencial de democratização das TIC, bem como seu uso e a diversificação de suas aplicações favorece o desenvolvimento inclusivo de um país.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Desde o surgimento das organizações do terceiro setor, muitas oportunidades foram-se abrindo ao longo do tempo, tanto no contexto político, social, quanto tecnológico e, a informação e a comunicação passaram a situar-se no núcleo das táticas de ação de tais instituições.

As tecnologias da informação e comunicação são importantes para a sustentabilidade e efetividade das organizações para realizar suas missões no que tange: a comunicação institucional, a mobilização social em torno de causas e, a ascensão do direito à comunicação e à informação.

O uso da Tecnologia da Informação e Comunicação possibilita que as organizações se tornem mais eficientes e sustentáveis, entretanto, ela deve ser vista como o agente facilitador, e não utilizá-la resulta na limitação do potencial da organização.

Desse modo, as TIC podem subsidiar estudos e práticas voltadas à inovação, a mobilização e participação mais comunitária, a promoção de campanhas de cunho social, a participação em contextos internacionais, e, o uso mais proficiente e estratégico das TIC por meio da inserção de profissionais qualificados em tecnologia, comunicação e informação, além de poder alavancar as ações das organizações do terceiro setor, pode ainda fortalecer o desenvolvimento da sociedade da informação e do conhecimento.

Portanto, os resultados mencionados no estudo, baseados nas pesquisas citadas, mostram o uso e a importância das TIC para as organizações do terceiro setor, mas também fica evidente que é preciso se desenvolver quanto ao uso mais estratégico, adotando para tanto, exemplos de práticas e experiências bem-sucedidas tanto nacionais quanto internacionais que resultaram em fortes mudanças sociais.

Apesar de todas as ponderações, identifica-se uma grande importância das TIC para o cotidiano das organizações do terceiro setor, que pode ser constatado pela presença das organizações em redes sociais, no uso do governo eletrônico, nas formas de utilização da Internet (enviar e receber e-mail, buscar informações sobre produtos e serviços, para beneficiar a comunidade, entre outros), na implantação e estímulo ao uso dos telecentros, no desenvolvimento de softwares e uso de softwares apropriados, contribuindo para a comunicação das organizações com seu público, divulgação de suas ações, adesão de novas pessoas que tenham interesses em comum, criando identidade com a comunidade em que atuam, propiciando o crescimento e gerando dados para indicadores de performance das TIC no fomento das ações sociais das organizações do terceiro setor.

REFERÊNCIAS

ABONG. Organizações em Defesa dos Direitos e Bens Comuns. Disponível em: http://www.abong.org.br/. Acesso em: 16/12/2014, 14:25 horas.

BARBOSA, Alexandre; SENNE, Fábio. As TIC nas organizações sem fins lucrativos brasileiras: rumo ao desenvolvimento de indicadores. TIC Organizações sem Fins Lucrativos 2012: pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação em organizações sem fins lucrativos brasileiras. ICT Nonprofit Orgnizations 2012: survey on the use of information Technologies in brazilian nonprofit organizations / coordenador/coordinator Alexandre F. Barbosa; tradução para o ingles / translation into English DB Comunicação. São Paulo: Comitê de Gestão da Internet no Brasil, 2014.

CEGAL, Valter. A Tecnologia da Informação e o Terceiro Setor. ATN- Associação Telecentro de Informação e Negócios. Abril, 2014.

CGI. COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL – CGI.br.Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação no Brasil – TIC Domicílios e TIC Empresas 2012/2013. São Paulo: CGI.br, 2013. Disponível em: HTTP://www.cetic.br/publicacoes/2012/tic-domicilios-2012.pdf. Acesso em: 09 jan. 2014.

__________________________________________- CGI.br.Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação no Brasil – TIC Domicílios e TIC Empresas 2012. São Paulo: CGI.br, 2014.

FASFIL. As Fundações Privadas e Associações Sem Fins Lucrativos no Brasil. Estudos & Pesquisas- Informação Econômica, 2010. Rio de Janeiro, 2012. Elaboração do arquivo- Roberto Cavararo.

GIFE. Artigo e Reportagens. Disponível em: http://www.gife.org.br/. Acesso em: 18/12/2014, 17:21 horas.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Indicadores. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/. Acesso em: 16/12/2014, 21:12 horas.

IPEA. Publicações. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/. Acesso em: 14/12/2014, 16:48 horas.

TIC Organizações sem Fins Lucrativos 2012: pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação em organizações sem fins lucrativos brasileiras. ICT Nonprofit Orgnizations 2012: survey on the use of information Technologies in brazilian nonprofit organizations / coordenador/coordinator Alexandre F. Barbosa; tradução para o ingles / translation into English DB Comunicação. São Paulo: Comitê de Gestão da Internet no Brasil, 2014.

TIC Pesquisa sobre o uso das tecnologias da informação e comunicação no Brasil: TIC domicílios e empresas 2013 = survey on the use of information and communication technoligies in Brazil: ICT households and enterprises 2013 /[cordenação excutiva e editorial / executive and editorial cooprdination, Alexandre F. Barbosa; tradução/translation DB Comunicação]. – - São Paulo: Comitê Gestorda Internet no Brasil, 2014.

TIC CENTROS PÚBLICOS DE ACESSO 2013. Pesquisa sobre o Uso de Telecentros no Brasil. Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). São Paulo, 2014.

[1] José Avando Souza Sales é Diretor Geral da Associação Telecentro de Informação e Negócios – ATN. Economista com pós-graduação em Planejamento e Administração de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas.  Foi Coordenador Geral da Escola Superior de Administração Postal da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. No Governo Federal foi representante do Ministério das Comunicações no Mercosul e no Comitê de Informação do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, quando participou ativamente da criação do Projeto Telecentros de Informação e Negócios para apoiar a inclusão digital das micro e pequenas empresas.

[2] Mestranda em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (UNB). Especialista em Engenharia de Produção pela UniEvangélica. Pós Graduada em Docência para a Educação Profissional. Graduada em Administração com habilitação em Negócios Internacionais pela Faculdade Politécnica de Uberlândia. Atuou por doze anos em indústrias, na área de gestão e garantia da qualidade. Participou de processos de implantação de Sistemas de Gestão Integrado (ISO9001, ISO14001 e OSHAS 18001). Auditora Líder de Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ). Palestrante organizacional, professora em cursos técnicos de gestão e de ensino superior em Administração nas disciplinas de recursos humanos; organização, sistemas e métodos; administração de sistema de informação; empreendedorismo e administração da produção.

[3] No Brasil, a Associação Telecentro de Informação e Negócios – ATN opera o Programa Techsoup Brasil, por meio da doação de licenças de softwares para as entidades do terceiro setor (www.techsoupbrasil.org.br).