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Muitas vezes, ouve-se falar que as crianças e jovens de hoje são o futuro do amanhã. Mas o que está sendo feito agora para gerar melhores condições e qualidade de vida para essa parte da população? Com o objetivo de apoiar iniciativas que promovam a educação, o desenvolvimento humano, a inclusão social e o empoderamento da população infantojuvenil, o Criança Esperança 2018 abre inscrições para seleção de projetos.

A iniciativa, realizada anualmente desde 1986 a partir da parceria entre TV Globo e UNESCO(Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), chega à sua 33ª edição. Até agora, foram mais de 5 mil projetos sociais apoiados com mais de R$ 350 milhões em doações.

Um dos pontos que explica o sucesso do Criança Esperança é o fato de ser reconhecido pela ONU (Organização das Nações Unidas) como um modelo internacional, o que traz mais credibilidade ao programa. “A Globo entra com seu poder de falar com milhões de brasileiros e fazer essa mobilização da sociedade, enquanto a UNESCO entra com a capacidade técnica de identificar, selecionar e acompanhar boas experiências. É uma parceria que aproveita o melhor de cada organização”, defende Beatriz Azeredo, diretora de responsabilidade social da Globo.

Segundo Beatriz, esse compromisso de acompanhamento dos projetos por parte da UNESCO é fundamental como uma forma de prestar contas à sociedade e fazer com que mais pessoas acreditem que as doações chegarão, de fato, aos destinatários das iniciativas. “Nós mobilizamos nossas frentes de comunicação para mostrar o que aconteceu com o dinheiro da campanha anterior e para onde vai a arrecadação da campanha atual. Nesse sentido, uma novidade é que, há uns três anos, iniciamos a campanha já revelando os projetos selecionados. Isso ajuda a dar mais concretude. A ideia é aproximar cada vez mais o doador individual com o destino final daquele recurso”, disse.

Até hoje, mais de 4 milhões de crianças e jovens brasileiros foram beneficiados pelo programa. Apesar de não ser a única iniciativa a atuar na conscientização da sociedade quanto ao assunto, Beatriz defende que o Criança Esperança ajudou a criar um ambiente de discussão sobre o tema no país. “O fato de todo ano, mais de um mês da programação da Globo ser dedicada a mostrar experiências de mobilização social no Brasil inteiro chama a sociedade a participar e discutir sobre questões de infância e juventude. Esse é um dos objetivos da campanha: incentivar uma mobilização que vá além da doação financeira”.

Seleção

Para concorrer, as organizações sem fins lucrativos, com pelo menos três anos de atuação, devem desenvolver projetos nas áreas de educação, inclusão e cidadania, arte e cultura, esportes e juventude, ajudando na superação da pobreza, da vulnerabilidade e do risco social enfrentados pelos participantes da iniciativa, principalmente de grupos que envolvam pessoas em situação de rua, com deficiência, público do gênero feminino ou pertencentes a minorias sociais (indígenas, migrantes, afrodescendentes, quilombolas etc.).

Entre alguns exemplos de iniciativas que podem concorrer ao financiamento estão: atividades que envolvam educação preventiva para HIV/Aids; educação para o desenvolvimento sustentável e preservação do meio ambiente; estímulo à conclusão do Ensino Médio e/ou preparação de jovens para o ingresso no Ensino Técnico, na educação profissional ou superior; preparação para o mundo do trabalho, empreendedorismo, cooperativismo e protagonismo juvenil e projetos de apoio a coletivos juvenis; incentivo ao desenvolvimento da ciência; promoção do acesso à comunicação, à informação e ao conhecimento; prevenção da violência e promoção da cultura de paz, entre outros.

A seleção das iniciativas fica a cargo do Setor de Ciências Humanas e Sociais da Representação da UNESCO no Brasil. A comissão julgadora irá considerar inovação, replicabilidade, sustentabilidade, legitimidade, impacto e eficácia e proposta metodológica para selecionar as propostas. Na chamada de projetos em 2017, uma novidade foi o fato dos 85 projetos selecionados estarem alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU. Segundo Beatriz, esse alinhamento entre as propostas e os ODS continua em 2018. “Trata-se de um movimento não só da sociedade entender quais são os ODS, mas das organizações desenvolverem projetos que estão alinhados a uma agenda global. Esse é um critério tanto para a Globo quanto para a UNESCO”.

O apoio tem duração de 12 meses e vai de R$ 60 mil a R$ 300 mil. O aporte destinado a cada organização dependerá de suas ações e a necessidade de orçamento de cada uma. Caso a iniciativa tenha outras fontes de financiamento, como uma mantenedora, a informação deve constar no formulário de inscrição. Contar com outros financiadores é um ponto que favorece o critério de sustentabilidade do projeto.

Inscrições

Iniciativas que respondem a todos os critérios de seleção podem realizar o cadastro no site do Criança Esperança até o dia 16 de outubro. O próximo passo é imprimir o formulário gerado a partir da inscrição e encaminhá-lo, via correio, para a UNESCO, em Brasília, juntamente com documentação solicitada (O item 9 do edital, disponível neste link, traz a lista completa de documentos comprobatórios). Vale ressaltar que projetos que chegarem ao Distrito Federal depois de 16 de outubro, mas que foram postados até essa data serão considerados.

O resultado da chamada de projetos será apresentado em abril de 2018, com a lista das organizações selecionadas divulgada no site do Criança Esperança e da UNESCO.

Caso os proponentes tenham questionamentos não respondidos na seção “Dúvidas frequentes”, podem encaminhá-los para o endereço criancaesperanca@unesco.org.br.

 

Via Gife