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Já estão abertas as inscrições para a 13ª edição do Prêmio Itaú-Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Neste ano, a iniciativa, que conta com a coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), tem como objetivo selecionar projetos que promovam a educação integral de crianças, adolescentes e jovens.

Criado em 1995, a chamada seleciona ações de organizações da sociedade civil (OSC) e de escolas públicas que atuem na promoção de oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade social.

Mônica Franco, superintendente do Cenpec, ressalta que não deve-se confundir educação integral com educação em tempo integral. “A educação integral é um conceito relacionado ao desenvolvimento pleno das pessoas. É olhar para crianças e jovens e pensar como essa pessoa pode se desenvolver integralmente, com todas as habilidades e competências”.

Nesse sentido, o termo abrange ações: que promovam o desenvolvimento de múltiplas dimensões do ser humano, como a física, emocional, social, cultural e ética; que integrem espaços físicos da comunidade, como ruas, praças, escolas, associações, centros culturais, instituições públicas ou privadas; que reconheçam os saberes de outros atores, como familiares, lideranças locais, artistas e que dialoguem com os interesses e as necessidades de crianças, adolescentes, jovens e sua cultura.

Estão aptas a concorrer ações de naturezas diversas, como educacionais, culturais ou de proteção social ao público infanto-juvenil, desde que carreguem as propostas da educação integral.

Resultados

A premiação já beneficiou e incentivou atividades de diversas OSC e escolas de diferentes estados e regiões do país. É o caso da Associação Educação Cidadã e da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Desembargador Amorim Lima que, em 2017, foram selecionadas pelo projeto “Construindo Cultura e Cidadania”.

Renata Toledo, representante da Associação, e Ana Elisa Siqueira, diretora da EMEF, discutiram os benefícios e a melhoria das práticas que já vinham sendo desenvolvidas no território com o aporte financeiro do prêmio no ano passado. “Foi um divisor de águas para as ações relacionadas às oficinas de cidadania e cultura, em um movimento de ampliar as oportunidades de aprendizagem dos jovens que estudam na escola Amorim Lima”, explicou Renata.

Ana Elisa, por sua vez, comentou que a escola passou por um processo de maior integração ao espaço onde está inserida. “A ligação entre bairro, escola e comunidade é uma importante possibilidade de troca. O currículo deixa de ser algo restrito para ser ampliado para o mundo”.

Seleção e premiação

Com a proposta de reconhecer iniciativas que colocam a criança e o jovem no centro do processo de aprendizagem, o prêmio divide-se em duas categorias: 1. OSC em Ação (para projetos concebidos, planejados e executados pela organização, com atendimento ou oferta direta ao público-alvo); e 2. Parceria em Ação (para propostas realizadas em conjunto pela OSC e uma escola pública). Para ambas categorias, é necessário que os projetos tenham sido iniciados até 17 de abril de 2017.

A seleção será feita em quatro etapas. A primeira delas é a análise preliminar, que acontecerá em junho. Serão considerados alguns critérios para verificar a adequação junto ao regulamento, como: alinhamento ao conceito de educação integral (citado acima); contribuição com a integração entre projeto e território (no sentido de analisar como a ação aproveita as oportunidades educativas já existentes); protagonismo e envolvimento dos participantes nos processos de planejamento, realização e avaliação do projeto; perspectiva inclusiva; e avaliação dos resultados alcançados.

Serão escolhidos até 100 semifinalistas: 60 da categoria 1 (OSC em Ação) e 40 da categoria 2 (Parceria em Ação) que, por sua vez, serão avaliados de acordo com a região onde atuam e a proposta orçamentária.

Os finalistas, por sua vez, serão divulgados em setembro de 2018: serão até 20 para a categoria 1 e até 10 na categoria 2. Em novembro, com a realização da quarta etapa, serão revelados seis vencedores: quatro na categoria 1 e dois na categoria 2.

Camila Feldberg, gerente de fomento do Itaú Social, destacou que a expectativa das organizações à frente do prêmio é mobilizar um número maior de organizações nesta edição. “É importante essa participação, pois as OSC têm a possibilidade de estar numa rede de troca. Além disso, pretendemos colocar a luz em ações exemplares, que possam ser inspiradoras para que outras organizações continuem fazendo e aprimorando suas práticas”.

Essa troca pode ser feita na plataforma “Educação&Participação” que, além de possibilitar um ambiente de compartilhamento de práticas, também oferece cursos gratuitos com o objetivo de ajudar no processo de qualificação docente e dos demais interessados no tema da educação integral.

Uma mudança nesta edição é o aumento do orçamento total para a premiação, de R$ 5,9 milhões, que abrange desde os semifinalistas: nesta etapa, os selecionados receberão R$ 20 mil (na categoria 2, a escola e a OSC recebem R$ 20 mil cada).

Já os finalistas da categoria 1 receberão R$ 40 mil, enquanto que os da categoria 2 recebem R$ 50 mil. Por fim, os vencedores serão premiados da seguinte forma: para a categoria 1, o primeiro ao quarto colocados receberão, respectivamente, R$ 150 mil, R$ 140 mil, R$ 130 mil e R$120 mil. Já na categoria 2, o primeiro lugar levará R$ 200 mil para a OSC e R$ 200 mil para a escola e o segundo colocado receberá R$ 180 mil cada um.

Inscrições

As inscrições podem ser realizadas pelo site oficial do prêmio até o dia 21 de maio. Vale ressaltar que, na categoria 2, a organização é a responsável pela inscrição do projeto em parceria com a escola.

Todas as regras referentes à chamada de projetos estão listadas no edital, disponível na íntegra neste link. Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 0800-701-7104 ou encaminhadas para o email info@programapremioitauunicef.org.br.

 

Fonte: GIFE.