Mesmo com a popularização do uso da internet móvel, os telecentros ainda desempenham um papel importante no processo de inclusão digital. Segundo pesquisa anual feita com usuários do AcessaSP, somente no estado de São Paulo, 41% dos respondentes estavam sem trabalho e a procura de emprego pela web entre 2017 e 2018. De olho em atividades profissionais, 60% recorreram a um telecentro nos últimos 12 meses.

O diretor da ATN, José Avando Sales, ressalta que uma das vantagens que telecentros oferecem é a monitoria de gestores e voluntários preparados para auxiliar os frequentadores. “Além de ser um avanço social, esses pontos de inclusão digital têm a oferecer uma melhor qualidade de vida a seus usuários por meio do acesso a serviços diversificados”, diz. “Com unidade em todo o Brasil, os telecentros oferecem cursos e atividades e funcionam como espaço de integração, cultura e lazer”, destaca.

Segundo o Portal Governo Digital, existem 7.755 telecentros no Brasil, instalados por meio de parceria entre ministérios, prefeituras e entidades, que são responsáveis pela manutenção desses espaços.

Desconectados

Dados da TIC Domicílios (2016) mostraram que 58,67% dos usuários de telecentros têm renda familiar até dois salários-mínimos e 52,86% têm computador (desktop, laptop ou netbook) em casa, mas apenas 22,46% têm internet. Segundo dados da TIC Domicílios, a internet móvel é a principal forma de conexão em 9,3 milhões de residências, principalmente entre as classes D e E, na Região Norte e nas áreas rurais.

Atualmente, cerca de 46% dos lares brasileiros ainda estão desconectados. O índice sobe para 54% entre as famílias com renda entre um e dois salários mínimos. Os desconectados são, na maioria, moradores de periferias das grandes cidades e zonas rurais. Em 14% das residências, o acesso à internet é feito exclusivamente via celular.
Com informações de Agência Brasil