Getty 1

Referência em inovação tecnológica e berço de gigantes como Facebook, IBM e Apple, o Vale do Silício, na Califórnia (EUA), tem servido de inspiração para a fundação de polos tecnológicos no Brasil. Impulsionados pelo ecossistema de inovação e empreendedorismo da América Latina, que está em ascensão, muitos investidores internacionais têm investido em negócios tupiniquins devido aos últimos anos de crescimento da economia brasileira – e apesar da atual instabilidade.

Muitas vezes referida como o Vale do Silício brasileiro, a cidade de Campinas, em São Paulo, é um exemplo dessa expansão. A região interiorana conta com diversos institutos de pesquisa, parques tecnológicos e incubadoras. Além disso, mais de 30 das 100 maiores empresas de tecnologia do mundo se encontram por lá. A cidade também abriga o CPqD. Criado em 1976 como Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Telebrás, a instituição costumava ser uma empresa estatal que detinha o monopólio dos serviços públicos de telecomunicações no País. Após a privatização da Telebrás, em 1998, o CPqD tornou-se uma fundação de direito privado, ampliando seu escopo de produtos e serviços.

Em Minas Gerais, a cidade de Santa Rita do Sapucaí é considerada um dos principais polos da indústria eletrônica no Brasil. O histórico da cidade remete a meados de 1959, quando o primeiro instituto de ensino técnico de eletrônica na América Latina foi inaugurado. Hoje, mais de 150 empresas ocupam a região e empregam cerca de 14 mil pessoas.  localidade se destaca pela forte cultura empresarial, incentivada desde cedo nas escolas. Em 2014, a indústria local obteve uma receita de R$3 bilhões gerados pelos produtos fabricados em diversos segmentos da indústria de tecnologia.

Dando à luz um negócio

Um parque tecnológico se caracteriza pela presença de instituições de ensino, incubadoras de negócios, centros de pesquisa, laboratórios e empresas que são referências em sua área de atuação, as chamadas “empresas-âncoras”. Alguns deles, como o Porto Digital, no Recife (PE), o Parque Tecnológico do Rio, no Rio de Janeiro (RJ), o Tecnopuc, em Porto Alegre (RS), o Sapiens Parque, em Florianópolis (SC), e o Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP) também disputam o título de “Vale do Silício brasileiro”.

A criação das grandes empresas nos parques tecnológicos, normalmente, é facilitada, pois elas são uma espécie de chamariz para a região. Por outro lado, as de micro e pequeno portes têm de percorrer outros caminhos. A forma mais comum é o ingresso por meio das incubadoras ou aceleradoras de negócios.

Ao término do período de incubação ou aceleração, a permanência da empresa dentro do parque é mais fácil. As universidades administradoras podem fazer concursos entre os alunos e premiar a melhor ideia de negócio com o direito se instalar no parque. Aqueles que são administrados por órgãos públicos, o pedido de entrada também pode ser feito na prefeitura.

 

Fontes: Revista Exame, O Globo e IBGE.